27 Fev
Viseu

Região

Governo admite atrasos nas obras de requalificação do IP3

por Redação

14 de Janeiro de 2020, 11:12

Foto Arquivo Jornal do Centro

Ministro das Infraestruturas pede aceleração dos trabalhos no nó Lagoa Azul-Penacova

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As obras de requalificação do IP3 entre a Lagoa Azul, em Mortágua, e Penacova estão atrasadas cerca de dois meses. A situação foi assumida pelo ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, no debate em especialidade do Orçamento do Estado (OE) para 2020 que decorreu segunda-feira (13 de janeiro) no Parlamento.

Aos deputados, o governante revelou ter pedido ao empreiteiro para acelerar os trabalhos, mas ressalvou que se tratava de um “ligeiro atraso [que] não vai impactar no resto da obra”.

“Se há um atraso no nó entre Penacova e a Lagoa Azul, o Governo e o Estado não têm nenhuma responsabilidade nisso. É nula. Aliás, pedimos um plano de recuperação do atraso, como fazemos em muitas outras obras”, disse.

Questionado pelo deputado do PS eleito por Viseu, José Rui Cruz, Pedro Nuno Santos manteve ainda 2024 como o prazo para o fim das obras no IP3, uma intervenção que vai custar 134 milhões de euros.

“Estão a ser feitos os projetos para os restantes troços. Depois, a obra propriamente dita será feita em diferentes frentes ao mesmo tempo, para nós assegurarmos o menor prazo possível sem encerrarmos a via. É uma ginástica difícil de fazer, porque é uma via muito importante para dois distritos e nós temos consciência disso. Não conseguimos encerrar e, se pudéssemos fechar, seria muito mais fácil e rápido fazer a obra”, explicou o ministro, garantindo ainda que a tutela fará de tudo para evitar mais atrasos nos trabalhos.

O governante também não passou ao lado do corte do IP3 na zona de Penacova, no sentido Coimbra-Viseu, e garantiu aos deputados que a via vai ficar transitável com normalidade já na próxima semana.

“Isto não se resolve em dois dias, mas a informação que tenho é que, no dia 20 [de janeiro], vai poder ser feita a circulação nos dois sentidos. Não é situação resolvida, porque estamos a falar de um troço onde está a acontecer obra, mas temos os dois sentidos livres”, rematou.

Pedro Nuno Santos, que tem a tutela das obras públicas, disse estas palavras na audição conjunta das comissões parlamentares de Orçamento e Finanças e de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação sobre o debate em especialidade do OE 2020.